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Programa de Desenvolvimento de Técnicos em Manufatura


Fábrica da Bahia inicia nova turma do

Programa de  Desenvolvimento de Técnicos em Manufatura

A fábrica da Bahia iniciou neste mês de maio mais uma turma do Programa de  Desenvolvimento de Técnicos em Manufatura, realizado no Centro de Treinamento (CT) da planta. A nova turma conta com 25 participantes, nas áreas de Manutenção Operação e Laboratório.  Este ano, inscreveram-se para o programa cerca de 1.200 egressos de cursos técnicos nas áreas de química, petroquímica, instrumentação, elétrica, eletromecânica, mecânica e automação. Durante 14 meses, os alunos participarão de  aulas teóricas e experiências práticas em diversos setores da manufatura.

O programa é, há mais de uma década, a porta de entrada de todos os técnicos de manufatura na fábrica, bem como o caminho para reciclagem dos técnicos contratados antes do lançamento do programa, ocorrido em 2004.

“Além de ser totalmente customizado para atender às necessidades da Cristal, o foco na multidisciplinaridade faz desse programa único entre as empresas químicas e petroquímicas na Bahia”, explica Plinio Thiers, coordenar técnico pedagógico.

Bertrand Carneiro, Líder de RH da empresa, destaca que o programa não é estanque: “Para se manter atrativo e continuar produzindo avanços na produtividade, o conteúdo programático e a metodologia são reavaliados ao final de cada turma e adaptações são feitas sempre que necessário”.

Bertrand explica que não se trata de um programa de treinamento, mas de desenvolvimento. “Busca trabalhar as questões técnicas inerentes àquelas funções, mas também as questões complementares e acessórias, para que as pessoas cresçam como profissionais e como pessoas. Ou seja, para que o profissional seja um bom operador ele precisa saber o que é reação química mas também qual o seu papel dentro da organização, para que assuma comportamentos, atitudes e responsabilidades necessárias ao seu papel”.

Dessa forma, a programação inclui, por exemplo, conteúdos relativos a saúde ocupacional, segurança das pessoas e meio ambiente (SSMA), alinhando os participantes com os valores adotados pela empresa. Outro diferencial é a relação trabalhista: todos são contratados e recebem os mesmos benefícios dos demais empregados. “O mais comum entre as empresas é a adoção de programa de estágio para regular a relação entre as partes”, afirma Plínio.

Metodologia construtivista

O curso começa com 350 horas de alinhamento em matérias básicas, quando são reciclados saberes em matemática, física e química inorgânica e apresentados novos conhecimentos em operações unitárias. O objetivo é que todos os participantes, independentemente da área de formação original, tenham seus conhecimentos nivelados nas disciplinas básicas. As questões relacionadas a SSMA e às dinâmicas interpessoais permeiam todas as etapas do curso, ao longo do ano.

A segunda fase do programa inclui o módulo de conhecimentos específicos, com 400 horas de aula sobre conteúdos ligados ao processo de produção próprio da fábrica. Optou-se por uma metodologia construtivista. Na opinião de Bertrand, a escolha é fundamental para o sucesso do programa: “A construção é muito importante quando trabalhamos com o adulto, um público seletivo com o seu aprendizado e que, em geral, o prioriza em função de sua importância”.

Nessa fase, o grupo é divido em equipes com alunos de cursos diversos para garantir multidisciplinaridade. Semanalmente, todos são desafiados a construir soluções sobre como aspectos de diferentes etapas do processo fabril deveriam acontecer.

Após apresentarem suas ideias, os participantes recebem informações sobre o que acontece no processo real. “Nesse momento comparamos as sugestões deles com o que acontece de fato da planta. Então eles percebem que já trazem diversos pontos de alinhamento com a nossa realidade”, explica Bertrand.

Por fim, são investidas 640 horas para trabalhar aspectos teóricos e práticos do processo de fabricação, quando os novos operadores circulam por funções nas áreas de Operação, Manutenção e Laboratórios.

No período de 2004 a 2018 foram formados 328 novos técnicos de manufatura, além de reciclados 75 empregados antigos – aqueles contratados antes de 2004, e que, portando, entraram na empresa sem passar pelo Programa de Desenvolvimento de Técnicos em Manufatura. Atualmente, mais de 60% do efetivo em atividade na empresa já passou pelo programa.

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